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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

 Duvidas sobre o desenvolvimento mediúnico .
Como acontece o desenvolvimento mediúnico?
Não existe fórmula específica e cada terreiro possui seus próprios procedimentos. No geral, os médiuns iniciantes primeiro devem conhecer e se afinar com o terreiro, até começar a participar das sessões de desenvolvimento. A partir daí, os guias daquele médium vão se aproximando gradativamente o que provoca uma série de sensações no corpo e na mente do médium. As primeiras manifestações consumam ser irregulares, com espasmos e outras reações que chegam até a ser violentas.  Com o passar do tempo, a ligação mediúnica se fortalece sua manifestação se torna cada vez mais natural e fluída, até o ponto de ele estar preparado para o trabalho na Umbanda. Durante este processo o médium apara inúmeras arestas tanto em sua mediunidade, quanto em sua moral e seu íntimo.
Por que ocorrem reações violentas no processo de incorporação?
Há inúmeras causas. A mais comum delas é a falta de preparo apropriado do médium.  No início do desenvolvimento, é comum a entidade desprender energia demais para alcançar o corpo astral do médium, que por sua vez ainda não está preparado para isso. Assim o médium tem a sensação incômoda, de “muita energia estagnada no corpo”. Quando esta energia, por fim, encontra caminho para fluir, isso ocorre subitamente, “tudo de uma vez”. Por isso ocorrem os espasmos e reações violentas. Durante esta fase, é importante que os companheiros de terreiro estejam atentos para evitar que o médium se machuque. A falta de entendimento e excesso de vaidade, contudo, geram mitos do tipo: “Nossa, meu caboclo é tão forte que me quebrou todo…”
Quanto tempo deve durar um desenvolvimento mediúnico?
O bom desenvolvimento não é medido em tempo, mas sim em qualidade. O processo deve durar o quanto for necessário para que o médium esteja seguro e capaz de desempenhar suas funções.
Um médium que não concluiu seu desenvolvimento pode atender pessoas?
Poder não pode, mas acontece. Este é um ponto polêmico na maioria dos casos.  Não é raro médiuns em processos iniciais de desenvolvimento serem escalados para atender consulentes. Assim como também não é raro estes consulentes saírem das consultas confusos e com altos graus de perturbação. Os riscos são grandes para o médium, para o consulente e para todos ao seu redor. Mas quando isso ocorre, todos têm sempre alguma desculpa que justifique sua postura e mascare seus erros. A nossa casa tem uma norma interna: nenhum médium pode trabalhar incorporado no terreiro antes de concluir seu desenvolvimento mediúnico.
É possível que o médium não esteja incorporado com espírito algum, embora se manifeste como se tivesse?
Sim. Isso pode ocorrer por engano do médium (o animismo) ou pela ação de médiuns fraudadores (a mistificação). Tal fato é, infelizmente, mais comum do que se imagina. No caso do animismo, são permitidos em alguns terreiros quando há questões psíquicas ou cármicas muito arraigadas envolvendo o médium. É uma atitude de caridade, pois mesmo à sua maneira, estes médiuns estão recebendo auxílio da espiritualidade superior naquele instante. No caso da mistificação, jamais deveriam ser permitidos. Mas nem sempre os dirigentes do terreiro tem olhos a perceber isso.  Nenhum médium jamais deve prestar atendimento ao público em qualquer uma destas situações.
O que é “cangar” o médium?
É como as entidades denominam o processo de desenvolvimento. “Cangar” significa “preparar” o médium para o trabalho.
O que é “pembar” o médium?
É um tema delicado e controverso. Em linhas gerais, é quando um chefe de terreiro usa de feitiços e mirongas para subjugar seus médiuns. Na maioria dos casos é usado como instrumento de ameaça ou vingança. Tal prática NÃO E APLICADA EM MINHA CASA.
Qual a diferença na incorporação de orixás?
Orixás não incorporam, pois sua energia é intensa demais para que o corpo astral de um médium possa suporta esta ligação. Contudo estes orixás possuem seus encarregados, espíritos também superiores, porém de luz mais tênue. Ainda assim sua luz é intensa demais para permitir uma incorporação completa. São estes que se manifestam em giras de orixá nos terreiros de Umbanda. Eles apenas se aproximam do médium para toma-lo como veículo na irradiação de sua energia pelo plano físico terrestre. Por isso, durante estas incorporações, o médium não fala, se move de maneira restrita e, comumente, ritmada, como se estivesse aplicando passes energéticos.
É possível o médium incorporar o “espírito errado”?
Se for despreparado, sim. É comum o médium ansioso se afobar durante o processo de desenvolvimento, no afã de manifestar diversos espíritos. Com isso, abandona sua condição de passividade e passa a conduzir a incorporação, ao invés de permitir que o espírito faça isso. Em um tipo de reação anímica, ele acredita estar incorporado com uma entidade quando, na verdade, que está presente é outra, que pouco pode fazer além de assistir à tudo de forma lastimosa. Durante o desenvolvimento, dedique um tempo para afinar sua percepção sobre as entidades que o cercam. Procure conhecê-las e nunca se coloque à frente delas. Você deve se oferecer como instrumento da espiritualidade e não a espiritualidade se prontificar ao seu serviço.
Como se explica o fato de, por exemplo, Maria Padilha estar incorporada em vários lugares e vários médiuns diferentes ao mesmo tempo? É possível se incorporar em vários médiuns simultaneamente?
É possível sim, como descrito na literatura de Kardec, que espíritos de alta envergadura se manifestem em vários médiuns ao mesmo tempo, mas não é este o caso no terreiros de Umbanda. Maria Padilha, 7 flechas, Pena Branca entre outros são nomes das falanges de trabalho. Todos os espíritos pertencentes àquele grupo se manifestam com o mesmo nome quando estão em terra. Mas tratam-se de espíritos, de individualidades diferentes. Assim, não é a Padilha que está em vários lugares ao mesmo tempo. São vários espíritos da mesma falange, em vários lugares, utilizando o mesmo nome.
Por que as entidades se manifestam de forma semelhante?
Para um médium vidente, é fácil identificar qual espírito está incorporado. Basta “ver”. Mas para a maioria das pessoas, não é simples assim. Por isso, cada falange de trabalhadores possui comportamentos, movimentos e sons que nos auxiliem a identificar sua presença.  Caboclos costumam bater no peito, pretos velhos curvam-se frequentemente e exus dão boa noite a todos, mesmo quando é dia. Estas são algumas destas características. Por trás de cada uma delas, há ainda outros conceitos particulares, que variam muito de acordo com a falange espiritual e o terreiro onde ela trabalha.
É possível que um uma entidade “imite” a outra quando incorporada?
A imitação é possível e até muito comum, mas não por parte da entidade. Cada espírito tem sua própria individualidade. O ideal seria que todo médium oferecesse condições ideais para que eles se manifestassem segundo sua própria natureza. Porém, devido principalmente à ansiedade dos médiuns iniciantes ou má preparação dos médiuns experientes, eles mesmos buscam referências em outros espíritos para se sentir mais confiantes e passam a imitá-los. Esta questão, contudo, envolve muitos detalhes e deve ser tratada somente pelos dirigentes e entidades comandantes de cada casa. Médiuns que se julgam capazes de “decidir” qual manifestação é autêntica ou não podem tornar-se alvos fáceis da espiritualidade sombria e desencadear conflitos sérios no terreiro.
Como devo saber o nome das entidades que vão trabalhar comigo?
Elas devem se apresentar. Evite ficar imaginando como isso seria, pois a ansiedade pode prejudicar seu progresso.
Por que é pedido que as entidades risquem ou cantem seus pontos?
Estes são instrumentos de confirmação da presença da entidade junto a seu médium. Estes pontos são chaves da identidade dos espíritos e suas falanges, somente um médium bem incorporado pode traçá-los corretamente.
Com saber se o ponto riscado pela entidade está correto?
Isso é sabido pelas entidades chefes do terreiro e deve ser confirmado por elas. Quando o traçado ou o ponto cantado estão perfeitos, ele é autenticado pelo regente da casa. Quando algo está errado, o médium é carinhosamente orientado pelo guia a se preparar melhor, para permitir uma incorporação mais fidedigna na próxima oportunidade.
“Sou eu ou a entidade que está falando?” Como se livrar da eterna dúvida?
Esta é talvez a dúvida mais comuns aos médiuns iniciantes. E se sua resposta fosse simples, não seria mais dúvida alguma. Na verdade, a interfência de médiuns no contexto da incorporação é muito comum no princípio do desenvolvimento e deve ser encarado como algo normal. Somente com o exercício, o médium diminui sua ansiedade e cede espaço para que a entidade se manifeste com liberdade e clareza. Durante este período o médium precisa de entrega absoluta esta experiência. Ignorar o julgamento alheio e recorrer sempre aos dirigentes do terreiro para ajustar o que for preciso.
Não há regras absolutas. Contudo, há alguns indicadores típicos de interferência dos médiuns seja na comunicação, seja na movimentação do corpo. O médium está comumente travado, restringindo a ação da entidade, quando:
  • A entidade incorporada não fala nada, mal se move nem sai do lugar;
  • O médium tropeça, se desequilibra ou cai com frequência no processo de aproximação;
  • O médium inicia o processo de incorporação mas ele se rompe “no meio do caminho”.
Por outro lado, são indicadores de animismo, de exacerbação da ação do espírito, quando:
  • A entidade grita muito, fala muito alto ou se movimenta exageradamente;
  • Quando há um excesso de tiques nervosos, sotaques ou ações incompreensíveis;
  • Quando o que ele diz não corresponde com a realidade ocorrida;
  • Quando o espírito manifesta opiniões que na verdade são do médium e não dele.
Este último caso é sempre uma questão delicada de se analisar. Contudo há uma dica que pode ajudar: A palavra de um espírito de luz possui um tipo de sabedoria claramente identificada em seu discurso, mas que dificilmente pode ser vista no discurso do encarnado. Eles não tomam partido em conflitos terrenos. Guardam uma imparcialidade ímpar nestes conflitos, mesmo quando seus aparelhos estão envolvidos, pois reconhecem todos como filhos de Deus carentes de esclarecimento e auxílio nesta terra. Esteja atento a este tipo de sabedoria. Onde você encontrá-la, estará falando com um guia autêntico.
Devo conversar com entidades incorporadas nos outros médiuns em desenvolvimento mediúnico?
Isso varia de acordo com as regras de cada casa. Em linhas gerais, é bom porque serve de exercício para o médium em desenvolvimento. À medida que a conversa flui, a entidade fortalece sua ligação e reduz as interferências do aparelho na comunicação. Mas isso requer alguns cuidados. Deve-se ter em mente de que tratam-se de médiuns “em desenvolvimento”, por isso passíveis de falhas e interferências na comunicação (o que é perfeitamente normal nesta fase). As mensagens devem ser analisadas antes de serem tomadas como verdade. Nestas ocasiões há um risco especial quando as pessoas envolvidas são parentes ou conhecidos muito próximos, pois o risco de interferência do médium é ainda maior devido à questões armazenadas em sua mente.
Por que saímos tão esgotados de algumas sessões de desenvolvimento mediúnico?
Há várias causas. Os médiuns realmente despendem muita energia na tentativa de estabelecer uma boa conexão mediúnica no início do desenvolvimento. Carências na preparação do médium ou da corrente também podem trazer este efeito, como a falta de um banho de ervas adequado ou a perda de energia para entidades mal intencionadas. Contudo, existe outra causa comum, sem ser necessariamente um problema.
Em um dado momento do desenvolvimento, a entidade chefe de cabeça do médium assume a frente dos trabalhos e passa a recolher sua energia para que ela seja distribuída entre todos os espíritos que fazem parte de sua corrente de trabalho. Com esta energias eles formam um tipo de chave de proteção. Somente aqueles espíritos que possuem esta chave tem acesso ao campo astral daquele médium, tornando-o resistente à ação de espíritos desordeiros ou sofredores.  Todos passam por isso embora, na maioria dos casos, nem percebam.
Para que servem os banhos durante o desenvolvimento?
São instrumentos de harmonização e sintonização do corpo astral do médium com seus guias espirituais. Ao tomar estes banhos, o médium desenvolve previamente um tipo de energia receptiva ao espírito que se aproximará dele. A sintonia e incorporação nestes casos ocorre muito mais facilmente. 
Posso pedir que as entidades que trabalham comigo não usem fumo ou bebida? Para que eles servem?
Esta é uma questão bastante mal compreendida. Inicialmente, as entidades de Umbanda não fumam. Elas usam o fumo com um tipo de defumador, de agente de limpeza das energias deletérias que carregamos. Quando eles fazem uso desta ferramenta no desenvolvimento, é justamente para depurar seu aparelho mediúnico e, assim, permitir incorporações mais fáceis e firmes. Se o médium impede o seu uso, impede também este procedimento e dificulta seu progresso.
A questão da bebida alcoólica é similar. É usada também para limpeza, porém de natureza mais profunda, comumente nos trabalhos e incorporações de exus. Contudo, a ingestão da bebida em médiuns não devidamente preparados ocasiona efeitos nocivos, onde médiuns chegam ao final da sessão completamente bêbados sob a alegação de que a “entidade bebeu muito”. Isso gera uma abertura muito perigosa para a ação dos espíritos da sombra no terreiro. Por isso, a ingestão de bebidas é proibida em muitas casas e também. Quando cachaça é necessária, seu uso é sempre externo,  pela entidade incorporada.
Para que servem os trabalhos e oferendas? Eles são necessários?
A necessidade ou não é questionada dependendo da vertente religiosa do iniciado. Controvérsias à parte, eles são muito úteis. São instrumentos de movimentação da energia necessária para a sintonização energética entre um médium e suas entidades de trabalho. Caso esta energia não seja acionada por meio de oferendas, terá que ser feita de alguma outra forma.
O que é “fazer camarim”? OU FAZER UM CHÃO DE UMBANDA?
Este é um termo de origem nos cultos africanos. É um período em que o médium fica recolhido no terreiro sem contato com o mundo externo. Vários trabalhos de iniciação do médium podem ser feitos nesta ocasião. O período pode variar de algumas horas, dias, semanas ou até meses. estes trabalhos nunca envolvem sacrifício de animais ou rituais de sangue.
O que é “coroação OU CACICAMENTO?

E QUANDO FINALMENTE O MÉDIO ESTA PREPARADO PARA ABRIR SEU PRÓPRIO TERREIRO.
COM UMA BELÍSSIMA HOMENAGEM .
A palavra “incorporar” tem vários significados:

- Ela nos dá a idéia de unir,(incorporar alguma coisa a algo que já temos; unir conceitos ou práticas);
- Igualmente, nos traz o sentido de reunir ou fazer fusões,(de empresas, instituições, etc.);
- Também a de introduzir,(incorporar um conceito: assimilar e aplicar esse conceito a alguma coisa que já fazemos);
- E ainda sugere a idéia de dar forma física, forma material ou forma corpórea, (dar corpo).

Na Umbanda, dentro do campo da mediunidade, falar em “incorporação” sugere a idéia de “dar passagem a uma Entidade”, geralmente um Guia Espiritual que vem trazendo uma mensagem de orientação; outras vezes, ocorre a incorporação de Encantados (ex.: a de Crianças) ou a de Naturais (ex.: a do Orixá do médium).  E a vontade de incorporar deixa muitos médiuns angustiados ! 
Uns, porque temem o fenômeno- esquecidos de que, na incorporação o que acontece é uma espécie de união de dois mentais o do Guia Espiritual ou Entidade e o do médium, que se sintonizam, “unindo” os respectivos campos áuricos, para que um possa expressar suas idéias e “falar com a voz do outro”- isso, resumindo na forma mais simples.
Mas o que vai “ganhar corpo”, ou “ganhar forma”, é a expressão das idéias do Guia Espiritual ou da Entidade, bem como a energia do arquétipo. Ao incorporar, os Amparadores da Luz certamente que não se apossam do corpo do médium, apenas irão moldá-lo às próprias características, fazendo com que o médium assuma todo um gestual e movimentos de apresentação do arquétipo que representam, (postura corporal, dança, giros, forma de caminhar, ritmo etc.)E aqui se pode, inclusive, distinguir a psicofonia, estudada no Espiritismo, da mediunidade de incorporação na Umbanda. A incorporação é mais do que “falar por intermédio do outro”, pois também envolve que o médium assuma características do Ser que se manifesta por meio da sua mediunidade e não se limita à comunicação com espíritos desencarnados.

No início da atividade mediúnica, acontece de o médium ficar angustiado, querendo logo incorporar, para “se sentir médium”ignorando talvez que existem outras formas de mediunidade, igualmente importantes, tais como:
a) a intuitiva ou de pressentimentos - na qual o médium sente ou recebe intuições de Guias Espirituais e Entidades, (sem vê-los e nem ouvi-los, propriamente);
b) a sensitiva- na qual o médium “sente” a presença de espíritos ou de energias extra físicas, (sem vê-los ou ouvi-los);
c) a auditiva- na qual o médium apenas ouve as mensagens dos espíritos ou das Entidades;
d) a da clarividência- na qual o médium vê os seres e/ou energias astrais do local onde está ou de um lugar no espaço distante dali ou visualizando “cenas do passado” ou ainda pela psicometria, (“vendo” cenas do passado ou captando energias do passado, ao tocar objetos, roupas, etc.);
e) de desdobramento ou sonambúlica.Não confundir com sonambulismo, situação em que a pessoa adormece e fala, ela mesma, sobre o que está à sua volta. Porque no desdobramento o médium “se solta”, desprende-se parcialmente do corpo físico, acessa e descreve o que está vendo da realidade não-material, podendo receber e passar as mensagens que os espíritos ou Entidades vão ditando (exemplo raroChico Xavier psicografava numa reunião mediúnica em Minas Gerais. Em desdobramento, participou de uma reunião mediúnica extra física e lá também psicografou, transmitindo a mensagem de um filho desencarnado à mãe também desencarnada. Mãe e filho se encontravam em regiões astralinas diversas, a mãe sofria por não ter notícias dele.);
f) psicografia- na qual o médium escreve textos ditados pelos espíritos e Entidades ou, então, sob a orientação deles, a partir de idéias básicas que recebe e desenvolve;
g) de cura- pela qual, mesmo sem incorporar, o médium pode aplicar passes que irradiam energias de cura, bem como fazer projeções de energias curadoras à distância;
h) a que permite falar ou entender línguas estrangeiras que não são do conhecimento do médium, que é a xenoglossia ;
i) a que permite pintar ou desenhar, sob a instrução de artistas já desencarnadostambém chamada de pictórica ou pintura mediúnica;
j) a olfativa, que permite ao médium sentir perfumes e odores de uma realidade não-física;
i) a de materialização, pela qual os Guias Espirituais e Entidades se utilizam de energias do médium, (ectoplasma), para se materializar diante das pessoas ou para materializar objetos etc. Exemplo elevado é o de Jesus que, entre outros, materializou: pães e peixes para a multidão que o acompanhava ; fez surgir uma abundância de peixes na rede dos pescadores ; transformou água em vinho, nas Bodas de Canaã.

As orientações que recebemos na Umbanda através da mediunidade de incorporação são importantesContudo, há outras formas de nos comunicarmos com a Espiritualidade e de trazermos esse aprendizado para a nossa vida.
Incorporar, “receber o Guia”, não é o mais importante. Fundamental é que nos dediquemos a assimilar as orientações e os exemplos dos Guias Espirituais e das Entidades que nos amparam, procurando entender-lhes o sentido para aplicá-los em nossa vida diária e ficando atentos para as intuições que eles nos dão, (que podem chegar como novas idéias, como sensações, até como perfumes e odores variados que, de repente, invadem o ambiente etc.).
Importante é “incorporar”, (assimilar e aplicar), o fundamento da mensagem, assim como a lição embutida no exemplo de conduta dos Guias Espirituais diante de um consulente ou de um médium “difícil”, buscando analisar o quanto aquilo pode ter aplicação útil em nosso dia-a-dia.
Espiritualidade não é algo para se viver apenas entre as paredes do Terreiro. É algo para vivermos “dentro de nós”, em silêncio, com naturalidade, sem alarde, sem roupa especial, sem dia marcado, sem que ninguém precise elogiar e aplaudir. É um caminho interno, é aprender a olhar tudo com os olhos da alma, porque isso vai nos ajudar a encontrar novas soluções, novas formas de viver e enxergar a vida “lá fora”.
Não tem sentido fazer as coisas para se receber elogios. O essencial é fazermos as coisas em que acreditamos, pelo bem que elas representam. Agir assim nos livra de muitas mágoas, de muitas bobagens... Espiritualidade é algo que nos ajuda a caminhar de mãos dadas com os outros, pelo prazer de ajudar e participar, apesar de sermos diferentes, apesar de pensarmos de forma diferente, apesar dos pesares...
Ser médium é ser veículo, canal, meio de comunicação. Dentro e fora do Terreiro.
A melhor forma de transmitirmos as mensagens do Astral é colocá-las na prática em família, no trabalho, com os amigos, com os vizinhos, com as pessoas difíceis”...
Espiritualidade é união, é a “incorporação”, (assimilação e aplicação), do verdadeiro sentido da vida somos todos filhos de Deus, somos todos feitos de Luz, temos valores e méritos, mas também temos nossas limitações e lições a aprender.
Incorporar o Guia não é tudo, é apenas uma parte das infinitas possibilidades de aprendizado que a Vida nos concede, inclusive no campo mediúnico.
Portanto, no desenvolvimento mediúnico, não nos preocupemos apenas em girar, em rodar, para “mostrar que o Guia chegou”...  Na verdade, os Guias e Entidades chegam ali muito antes de nós, preparando o ambiente para o trabalho. Bom mesmo será a gente conseguir abrir o coração, para incorporar, (assimilar, absorver), os ensinamentos do Astral e colocá-los em prática.
E, se o Guia quiser incorporar, por favor : entregue-se, deixe, permita-se a experiência ! Não perca mais tempo se perguntando : “Será que sou eu, será que é o Guia...? Abra o coração ! Busque o contato com a Espiritualidade, que a resposta virá, do jeito que precisa e pode vir, sem dificuldade, naturalmente, e só por um motivo : somos seres espirituais !
                       AINDA SOBRE A UMBANDA
Egun é a denominação que se dá aos espíritos desencarnados, ou seja, espíritos de pessoas que já morreram. Portanto, os eguns podem ser tanto os espíritos dos guias (ou entidades), que são os Caboclos, os Preto Velhos, as Crianças, as Ciganas, os Boiadeiros, os Malandros, os Exus e as Pomba Giras, como também os kiumbas.
Os guias da umbanda são mensageiros dos orixás que protegem e orientam os encarnados que por eles procuram. São espíritos iluminados que se encontram em uma faixa de vibração boa para a umbanda. De acordo com o grau de evolução de cada um, são levados a fazer parte de uma falange, ou seja, um grupo específico de espíritos, para aprenderem e evoluírem espiritualmente. Dessa forma eles permanecem, até uma possível reencarnação ou evolução para um plano superior.
Os kiumbas são espíritos do baixo astral, verdadeiros obsessores (como chamados no espiritismo) que se aproveitam da fragilidade humana para satisfazerem seus vícios maldosos, ou até mesmo são procurados por pessoas que queiram prejudicar alguém. Eles acompanham e influenciam os encarnados por pura vontade de cometer o mal. Locais que geralmente são cercados por kiumbas são os bares e festas de baixo nível, pois se aproveitam dos vícios humanos (como vício do álcool, do cigarro, das drogas ou do sexo) para se fortalecerem e, consequentemente, enfraquecer os que desta forma se comportam.

CABOCLO

Originalmente, a palavra Caboclo refere-se à miscigenação do homem branco com índio; porém na umbanda, o termo é usado para classificar todo tipo de civilização indígena habitante de qualquer parte do planeta. Habitantes das matas, os caboclos vem com a força da natureza, cheios de humildade, sabedoria, forte portura, voz vibrante e elevação espiritual, com suas ervas medicinais que podem curar doenças físicas e espirituais. Em alguns cultos afro-brasileiros, os caboclos são considerados seres encantados, no qual se relacionam com os espíritos da natureza, como plantas, animais, etc; isto deve-se a uma crença indígena em que humanos e animais se comunicavam entre si em plena harmonia e podiam se transformar um no outro. As giras de caboclos são muito alegres e lembram bem as festas nas aldeias. Trabalham como verdadeiros conselheiros e ensinam o homem a importância da coragem e o respeito que se deve ter com o próximo e com a natureza.
PRETOS VELHOS.
Em grande parte (mas não totalidade), os pretos velhos são de negros escravos que viveram durante o Brasil Colônia. Nesta época, em que os escravos sofriam humilhações e trabalhavam de sol a sol por um pedaço de pão, eles reagiam fugindo e formando quilombos, tirando a própria vida, ou até mesmo assassinando seus senhores e proprietários. A “macumba”, com seus batuques e danças, era um rito de protesto e liberdade. Após anos de sofrimento, a missão destes seres de luz ainda não estava cumprida. Não tem ódio pela humilhação que sofreram no passado; por isso hoje retornam, para evoluírem espiritualmente e auxiliarem, com extrema humildade e carinho, aqueles que buscam ajuda.

CRIANÇA (ERÊ)

Também chamadas de Ibejis ou Ibeijada, as crianças são a alegria contagiante da umbanda. São espíritos que, na última vida, desencarnaram ainda muito novos, mantendo assim as suas características, então eles brincam, aprontam, gostam que lhe contem histórias infantis e adoram doces e guloseimas, ou seja, agem como crianças. Muito respeitadas, elas representam a pureza e a inocência, porém não são tolas e identificam muito bem as falhas humanas, orientando e atuando em casos familiares e de gravidez, principalmente.

EXU E POMBA GIRA

Por ignorância e preconceito de muitas pessoas, os Exus são mal interpretados e associados ao demônio cristão, considerados maus ou compráveis, ou seja, que realizam trabalhos para o mal em troca de ofertas. O que acontece, é que os espíritos baixos, kiumbas, através de médiuns despreparados ou perturbados mental e espiritualmente, realizam tais trabalhos malignos contra os encarnados, e assim o fazem se passando por Exus, confundindo as pessoas sem conhecimento e contribuindo para tal erro.
Com suas cartolas, capas (no caso dos exus masculinos), saias rodadas e adornos (no caso dos exus femininos, as pomba giras), os verdadeiros exus não fazem mal a ninguém; apenas executam a lei da justiça, ou seja, dá o bem a quem pede o bem e devolve o mal a quem o pediu. Por atuarem em vibrações muito próximas ao Planeta Terra, são espíritos que conhecem profundamente as paixões humanas e, por este motivo, estão em um estágio evolutivo inferior ao dos caboclos e pretos velhos, por exemplo; não por serem inferiores, mas por possuírem uma energia muito densa e de maior proximidade à Terra.

Umbanda é uma religião afro-brasileira, que sincretiza o catolicismo, espiritismo e as religiosidades africana, indiana e indígena, e é por muitas vezes confundida com o Candomblé e a Quimbanda, porém possui princípios, ensinamentos e rituais que a diferencia das demais. São diversas as vertentes na Umbanda, mas de forma geral, os Orixás são a manifestação divina através de espíritos, chamados de guias ou entidades. Talvez você já tenha ouvido falar em falanges, entidades espirituais, chefes de terreiro, pai de santo, mãe de santo, preto velho, passe, entre outros termos utilizados, mas nunca tenha entendido de forma clara.

Fundamentos da Umbanda

Sua estrutura baseia-se em três princípios, comuns a todas as formas de umbanda, que são: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Além da obediência a esses princípios, existem conceitos básicos nos quais a umbanda se fundamenta:
  • Existência de um único Deus, supremo e onipotente, conhecido como Zambi, Olorum ou simplesmente Deus;
  • Existência dos orixás, seres do Plano Superior que representam, cada um a sua forma, elementos da natureza, do planeta ou das próprias características humanas;
  • Manifestação dos espíritos e suas várias formas de atuar, podendo ser os guias, que são mensageiros divinos, espíritos de luz em evolução que incorporam nos médiuns para ensinar e orientar aos que buscam auxílio, e os kiumbas, espíritos obsessores e sem luz que se alimentam das fraquezas humanas, como ódio, vingança e vícios;
  • A mediunidade como forma de comunicação entre as esferas física e espiritual;
  • Crença na alma imortal e na reencarnação;
  • Crença na Lei Cármica, no qual se baseiam as ações do homem e suas consequências;
  • “O Caminho”, ideia no qual as pessoas devem procurar a religião com que mais se identifiquem, visto que a Umbanda não discrimina nenhuma religião e crê que, sendo alicerçada pelas mãos divinas, qualquer jornada é válida na evolução espiritual;
  • Referências africanas (culto aos orixás e antepassados), indígenas (forte ligação com os elementos da natureza), europeias (sincretismo com os santos cristãos) e indianas (reencarnação e o Karma);
  • A não cobrança pelos trabalhos prestados.

Código Ético Litúrgico da Umbanda 


Federação Brasileira de Umbanda disponibiliza em seu site o Código Ético Litúrgico da Umbanda com as principais diretrizes que regem e disciplinam a prática da religião, como os ritos e as cerimônias, dentro dos princípios dos Fundamentos da Umbanda. Nele se encontram artigos relacionados à organização, ritos, liturgia, acessórios e instrumentos litúrgicos e calendários.
Para conhecer melhor a Umbanda, sua história, sincretismo religioso, seus orixás, guias e as principais diferenças entre as religiões afro descendentes, confira as outras páginas do site!
"Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".
Além da umbanda, existem muitas outras práticas religiosas baseadas nas tradições africanas que foram trazidas pelos escravos – dentre outras fontes, como Batuque, Cabula, Omoloko, Xambá, Terecô e, principalmente, o Candomblé e a Quimbanda.

Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Quimbanda

As três religiões são muito confundidas por terem origens e conceitos parecidos – principalmente pelos preconceituosos que as definem pejorativamente por “macumba”; mas seguem algumas principais características que as diferenciam:
  • A natureza das entidades cultuadas e evocadas;
  • Os procedimentos realizados no culto;
  • Os elementos culturais que compõem o sincretismo;
  • O uso diferenciado das forças metafísicas acionadas.
No candomblé, os orixás são considerados deuses e todos os cultos são voltados unicamente para eles. Já na umbanda e na quimbanda, os orixás são espíritos.


                   A umbanda 
A umbanda foi fundada no dia 15 de novembro de 1908 em uma Federação Espírita na cidade de Niterói, Rio de Janeiro. Naquela ocasião, Zélio Fernandino de Moraes, orientado por um amigo de seu pai, foi levado à Federação Espírita devido a uma aparente cura que havia recebido, pois de forma inexplicável pela medicina, curou-se de uma estranha paralisia no qual fora acometido. Chegando lá, foi convidado pelo dirigente a participar da sessão que ali ocorreria. 
Iniciada a sessão, Zélio, tomado por uma força desconhecida, levantou-se dizendo: “Aqui está faltando uma flor!” e, contrariando as normas que não permitem o afastamento de qualquer integrante da mesa durante a sessão, foi ao jardim e voltou portando uma rosa branca, que colocou sobre a mesa. Aquela atitude provocou uma grande estranheza entre os membros que ali estavam. Com a “corrente” recomposta, houve uma manifestação de vários espíritos de indígenas e de escravos africanos nos médiuns presentes, quando o dirigente do trabalho advertiu tais espíritos os convidando a se retirar devido ao seu suposto atraso espiritual. Zélio, ainda tomado por aquela força estranha, relata que apenas recorda de ouvir sua voz questionando o porquê daqueles dirigentes não aceitarem a comunicação de tais espíritos e os considerarem atrasados devido às suas cores e posições sociais enquanto vivos. Na tentativa de afastar o espírito desconhecido incorporado em Zélio, um dos responsáveis pela mesa questionou:

“Afinal, porque o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? E qual é o seu nome, irmão?”
A resposta manifestada através de Zélio foi:
“(...)se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho (Zélio), para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim.”
No dia seguinte, a casa de Zélio recebeu membros da Federação Espírita, parentes, amigos e desconhecidos, e às 20h o Caboclo das Sete Encruzilhadas se manifestou em Zélio e declarou que, a partir daquele momento, uma nova religião se iniciava, onde os espíritos de índios e de negros escravos poderiam trabalhar ajudando seus irmãos encarnados, independentemente da sua cor ou posição social, e que seu nome seria umbanda. O grupo fundado naquela noite pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, pois a tenda acolheria os que a ela recorressem em busca de ajuda.

Ramificações da Umbanda

Apesar de seguirem um mesmo princípio e conceitos semelhantes, existem diversas vertentes umbandistas:
  • Umbanda Tradicional: oriunda do Caboclo das Sete Encruzilhadas através do Pai Zélio de Moraes;
  • Umbanda Popular: praticada antes do Pai Zélio, conhecida como macumbas ou candomblés de caboclos;
  • Umbanda Branca: tem um cunho espírita, é uma linha doutrinária que se prende mais ao trabalho de guias como pretos-velhos e caboclos, e não são encontrados elementos africanos, como os orixás, nem trabalho dos exus e pomba-giras;
  • Umbanda Omolokô: trazida da África por Tatá Tancredo de Silva Pinto, é um misto entre o culto dos orixás e o trabalho dos guias;
  • Umbanda Traçada: o mesmo sacerdote serve para a Umbanda e para o Candomblé, mas em sessões diferentes;
  • Umbanda Esotérica: sua diferença está em alguns segmentos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e W. W. da Matta, pois intitulam a umbanda como um conjunto de leis divinas;
  • Umbanda Iniciática: derivada da umbanda esotérica e fundamentada pelo Mestre Rivas Neto. Há uma busca pela convergência doutrinária e o alcance do Ponto de Convergência e Síntese e, além disso, possui uma influência oriental;
  • Umbanda de Caboclo: influenciada pela cultura indígena brasileira, que tem como guias os caboclos;
  • Umbanda de pretos-velhos: influenciada pela cultura africana, com culto aos Orixás, e onde o comando é feito pelos pretos velhos.